domingo, 13 de novembro de 2016

Chega devagar, fino fogo em labareda


Chega devagar, fino fogo em labareda
Que arde na noção da nobre incerteza
Voz calada de pensamento em queda
De uma voz calada em afoita certeza
.
Nota como o arco-íris o céu ilumina
Em líricos fios luzentes de ausência
Quando o desejo arde e nos ensina
Que a união encalha na transparência
.
De delírio dito na negação constante
De uma convicção negada e sentida
Vem dar luz ao anseio alucinante
De uma verdade que arde, invertida
.
Òh sapiência de quem vez reclama
De um vislumbre de fulgente cena
Quando uma voz imaginária, clama
Dizendo: Não vale mesmo a pena
...............
Autor: Nuno Filipe ...

5 comentários:

  1. Mais um excelente poema! Obrigada por permitires partilhar.

    Beijo.

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  2. Poema muito bonito e sensual. Parabéns ao poeta.

    Abraço

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  3. Como sempre: Maravilhoso!
    Parabéns. Andam muitos poetas perdidos.

    Beijo e excelente semana

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  4. Lindo poema. Li e não me canso de reler. Bom gosto poético

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  5. Lindo poema. Parabéns ao poeta
    Beijos e uma linda semana

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